“Porque, quando Deus fez a promessa a Abraão, como não tinha outro maior por quem jurasse, jurou por si mesmo, Dizendo: Certamente, abençoando te abençoarei, e multiplicando te ultiplicarei. E assim, esperando com paciência alcançou a promessa….” (Hebreus 6:13-20).

Quando lemos a Carta aos hebreus, percebemos de imediato, que se trata de uma mensagem pessoal aos destinatários originais da carta, ou seja, aos próprios hebreus, aos judeus, o povo escolhido de Deus. Porém, é uma carta que nos traz revelações profundas para nossa vida cristã. O autor da carta no capítulo cinco traz uma abordagem quanto a lentidão do povo, ele descreve o quanto o povo de Deus é lento para aprender e rápido para esquecer o que se aprendeu em relação aos pilares elementares do Evangelho.
Parece lógico que essa abordagem tenha haver, com o declínio nas qualidades espirituais e fraternais que a igreja em Jerusalém demonstrava, segundo o Livro de Atos:

“Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Não havia nenhum necessitado entre eles, porque os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e os depositavam aos pés dos apóstolos; então se distribuía a cada um conforme a sua necessidade” (Atos 4:32-35).

Já a Carta de Tiago, escrita pouco tempo antes, descreve e submete (submete a que?), uma igreja mundana e egoísta, devido aos milhares de judeus que tinham aceitado a Jesus como Messias (Atos 21:20), mas ainda se apegavam à antiga ideia materialista do reino messiânico: “Segundo eles, seria um reino político no qual a nação judaica, sob a liderança do Messias, governaria o mundo. A fé cristã tinha, para eles, em grande proporção, a natureza de cunho político.

E mediante essa lentidão para entender o propósito de Deus para Sua Igreja, para o seu povo, abre-se uma lacuna, para a descontinuidade, para a falta de compromisso, daí então vem o perigo da apostasia e consequentemente a queda total do homem que outrora era um homem de Deus, agora os desejos efêmeros tomara conta do seu coração.

Mas, a imutabilidade das promessas de Deus, vem recheada de misericórdia e graça, para garantir a todos aqueles que permanecem fiéis e confiam n’Ele: “Que a Esperança da Salvação Eterna” é totalmente segura e inabalável. E Que Jesus virá sem demora!

1. A PROMESSA

“Pois, quando Deus fez a promessa a Abraão, visto que não tinha ninguém superior por quem jurar, jurou por si mesmo” (Hebreus 6:13). “Pela segunda vez o Anjo do Senhor chamou do céu a Abraão e disse: “Juro por mim mesmo”, declara o Senhor, “que por ter feito o que fez, não me negando seu filho, o seu único filho, esteja certo de que o abençoarei e farei seus descendentes tão numerosos como as estrelas do céu e como a areia das praias do mar. Sua descendência conquistará as cidades dos que lhe forem inimigos e, por meio dela, todos os povos da terra serão abençoados, porque você me OBEDECEU” (Gênesis 22:15-18).

O que chama minha a atenção, é que Deus colocara Abraão a prova, que prontamente atende o chamado de Deus, depositando Isaque no Altar do SENHOR, ao ponto de sacrificá-lo como uma oferta agradável ao Deus YAHWEH (Javé) “Eu Sou o Que Sou”.

A questão é, Deus cumpre suas promessas, Ele tem cumprido suas promessas em nossas vidas, muito embora não temos despertado para essa realidade, que na maioria das vezes não percebemos a presença de d’Ele, cuidando de cada detalhe, nos conduzindo dentro de uma normativa santa, ou seja, (nos revelando, trazendo a nossa memória seus Preceitos e Mandamentos). Vivemos tão assoberbados pelo acúmulo do nosso agendamento pessoal, que nos domina, que chega ao ponto de nos oprimir, nos humilhar, roubando de nós a oportunidade real de crescermos juntos como família, como igreja, como sociedade, como pessoas bem-sucedidas em todas as áreas de nossas vidas. Cansamos, de tentar, de tentar, de tentar…. Porque? Porque simplesmente você está invertendo a ordem da prioridade, você está sacrificando o que não deveria sacrificar. Abraão estava ao ponto de sacrificar Isaque, por que Deus estava provando ele. Deus não tem pedido, nossos filhos e filhas, esposas e esposos, casas e apartamentos como sacrifício, não, jamais Deus fará uma barbaridade dessas. Ele já entregou Seu Único filho para morrer no seu lugar, no meu lagar.

Veja esse exemplo:
“Samuel, porém, respondeu: “Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a palavra do Senhor, ele o rejeitou como rei” (1 Samuel 15:22,23).

Diante de uma realidade dessas, no qual sacrificamos e não obedecemos, esquecemos as Promessas de Deus para as nossas vidas e Promessas que prometemos para Ele, nos cansamos, nos afadigamos, queremos desistir de tudo, declaramos: Não dá mais!

“Todavia, como Deus é fiel, nossa mensagem a vocês não é “sim” e “não”, pois o Filho de Deus, Jesus Cristo, pregado entre vocês por mim e também por Silvano e Timóteo, não foi “sim” e “não”, mas nele sempre houve “sim”; pois quantas forem as promessas feitas por Deus, tantas têm em Cristo o “sim”. Por isso, por meio dele, o “Amém” é pronunciado por nós para a glória de Deus” (2 Coríntios 1:18-20).

Você não pode perder a esperança, não pode desistir daquilo que um dia foi prioridade para sua vida, você não pode dizer “não” enquanto Deus te diz “sim”. Cumpra o que você prometeu a Deus, não venha agora me dizer que você não se lembra mais o que você prometeu para Ele ou diante d’Ele! Porque Ele não esqueceu.

2. O JURAMENTO

Dizendo: “Certamente eu o abençoarei e multiplicarei os seus descendentes. E assim, depois de esperar com paciência, Abraão obteve a promessa. Porque as pessoas juram pelo que lhes é superior, e o juramento, servindo de garantia, põe fim a toda discussão. Por isso, Deus, quando quis mostrar com mais clareza aos herdeiros da promessa que o seu propósito era imutável, confirmou-o com um juramento. (Hebreus 6:14-17). Quando compreendemos essa verdade, quando nos encharcamos, nos inundamos da presença de Deus na Pessoa do Seu Filho Jesus Cristo, temos a convicção plena, de que nada nos impedirá de recebermos das Mãos do SENHOR a Coroa da Vida, de ouvirmos da sua boca:

“Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram” (Mateus 25:34-36). “Então os justos lhe responderão: ‘Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer, ou com sede e te demos de beber? Quando te vimos como estrangeiro e te acolhemos, ou necessitado de roupas e te vestimos? Quando te vimos enfermo ou preso e fomos te visitar? “O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram” (Mateus 25:37-40). Precisamos nos desprendermos de tudo que nos cerca, que nos impede de prosseguirmos, de avançar para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. “Portanto, também nós, uma vez que estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunhas, livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta, tendo os olhos fitos em Jesus, autor e consumador da nossa fé. Ele, pela alegria que lhe fora proposta, suportou a cruz, desprezando a vergonha, e assentou-se à direita do trono de Deus” (Hebreus 12:1,2). O apóstolo Paulo declara que Jesus está acima de tudo e de todos, e de qualquer coisa terrena: “Mas o que para mim era lucro, passei a considerar perda, por causa de Cristo. Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé” (Filipenses 3:7-9).

“Em seguida, Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani. E disse aos discípulos: — Sentem-se aqui, enquanto eu vou ali orar. E, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a sentir-se tomado de tristeza e de angústia. ENTÃO LHES DISSE: — A minha alma está profundamente triste até a morte; fiquem aqui e vigiem comigo. E, adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando e DIZENDO: — Meu Pai, se é possível, que passe de mim este cálice! Contudo, não seja como eu quero, e sim como tu queres. E, voltando para os discípulos, achou-os dormindo. E DISSE A PEDRO: — Então nem uma hora vocês puderam vigiar comigo? Vigiem e orem, para que não caiam em tentação; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca. Retirando-se pela segunda vez, orou de novo, DIZENDO: — Meu Pai, se não é possível que este cálice passe de mim sem que eu o beba, faça-se a tua vontade. Deixando-os novamente, foi orar pela terceira vez, repetindo as mesmas palavras. Então voltou para os discípulos e LHES DISSE: — Vocês ainda estão dormindo e descansando! Eis que é chegada a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos de pecadores. Levantem-se, vamos embora! Eis que o traidor se aproxima” (Mateus 26:36-42,44-46). Jesus poderia muito bem ter sacrificado aquele momento, e não aceitado ir para cruz, mas não, Ele foi obediente, e obediente até a morte e morte de cruz! Porém, Jesus Cristo foi o próprio sacrifício, o instrumento perfeito nas mãos de Deus Pai, para o cumprimento do juramento, do pacto da Nova e Eterna Aliança.

3. A ÂNCORA DA ALMA

“Ele fez isso para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, nós, que já corremos para o refúgio, tenhamos forte alento, para tomar posse da esperança que nos foi proposta. Temos esta esperança por âncora da alma, segura e firme e que entra no santuário que fica atrás do véu, onde Jesus, como precursor, entrou por nós, tendo-se tornado sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (Hebreus 6:18-20). Jesus foi na minha frente, na sua frente e pagou um alto preço pelo os nossos pecados. O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras nós fomos sarados, curados, restaurados, redimidos, libertos, enxertados e alcançados pelo o amor, pela graça, pela misericórdia, pela paz, pela esperança, esperança essa que não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu. Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios. Mediante duas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta: “A Promessa e o Juramento”.

“Deus não é homem para que minta, nem filho de homem para que se arrependa. Acaso ele fala, e deixa de agir? Acaso promete, e deixa de cumprir? Recebi uma ordem para abençoar; ele abençoou, e não o posso mudar. Nenhuma desgraça se vê em Jacó, nenhum sofrimento em Israel. O Senhor, o seu Deus, está com eles; o brado de aclamação do Rei está no meio deles” (Números 23:19-21).

Pr. Ronaldo Bezerra

Deixe um comentário

Contato / Localização
Contato Informativo

8599770.1807
Rua 17, 110 Conjunto Polar - Fortaleza/CE
iecsantidade@gmail.com

Horários de Progamação

Quarta-Feira:
20h00 às 21h00
Sábado:
09h00 às 10h00
Domingo:
18h00 às 20h00

Eventos / Calendário